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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Os corais do Mar Vermelho

Mäyjo, 07.06.17

foto_1

 

A Natureza a falar - Coral

Mäyjo, 02.04.17

 

«Sou o Coral
Algumas pessoas pensam que sou apenas uma pedra
Mas, na realidade, sou a maior coisa viva neste planeta.
Sou tão grande que posso ser visto do espaço.
Mas por quanto tempo?
Eu cresço há quase 250 milhões de anos
E os humanos chegaram e um quinto de mim já desapareceu.
Claro, eu vivo no fundo do mar
E podes não me ver muitas vezes
Mas precisas de mim.
Sabes que um quarto de toda a vida marinha depende de mim?
Sou o berçário do mar.
Os peixes pequenos dependem de mim para alimento
E como esconderijo dos grandes peixes.
E adivinha quem precisa dos peixes grandes?
Certo, tu precisas!
Sou a fábrica de proteínas do mundo
E tu sobes a temperatura do oceano, e eu já não posso viver aqui.
Quando as grandes tempestades e tsunamis atingim o oceano,
Eu sou uma fortaleza.
E tu rebentas-me com dinamite e envenenas-me com cianeto.
Eis uma ideia maluca:
Para de me matar!»
 
Um vídeo de Conservation International com locução de Ian Somerhalder. 

CORAIS ESTÃO JÁ A ADAPTAR-SE AO AQUECIMENTO GLOBAL

Mäyjo, 20.08.15

recifes_SAPO

Algumas populações de corais estão já a produzir as variantes genéticas necessárias para tolerar águas oceânicas mais quentes e os humanos podem ajudar a espalhar estes genes. A conclusão é de um novo estudo da Universidade do Texas, do Instituto Australiano de Ciências Marinhas e da Universidade Estatal do Oregon.

A descoberta pode ter implicações para muitos recifes de coral que estão ameaçados pelo aquecimento global e, pela primeira vez, mostrou-se que misturar corais de diferentes latitudes pode ajudar à sobrevivência dos mesmos. As conclusões foram publicadas na revista científica Science.

Durante a investigação, os cientistas cruzaram corais nativos de águas mais quentes, como a Grande Barreia de Coral, na Austrália, com corais de latitudes mais frias. Os investigadores perceberam que as larvas de corais cujos parentes eram de águas mais a norte, onde as temperaturas eram 2°C mais quentes, tinham uma probabilidade dez vezes superior de sobreviver ao stress provocado pelo calor, em comparação com as larvas de coral de águas mais a sul e mais frias.

Através de ferramentas genómicas, os investigadores identificaram os processos biológicos responsáveis por esta tolerância e demonstraram que a tolerância ao calor pode evoluir rapidamente se existir variabilidade genética.

“A nossa investigação concluiu que os corais não têm de esperar por novas mutações para sobreviver em águas mais quentes. Evitar a sua extinção pode-se começar por cruzar corais de regiões diferentes para que as variantes genéticas se espalhem”, indica Mikhail Matz, professor de biologia na Universidade do Texas e um dos investigadores do estudo, cita o Phys.org. “As larvas de coral podem movimentar-se naturalmente através dos oceanos, mas os humanos também podem contribuir, ao relocar corais adultos”, acrescenta.

Nos últimos anos, um pouco por todo o globo, os recifes de coral têm sofrido danos devido ao aumento da temperatura das águas do mar. O branqueamento – um processo através do qual os corais morrem devido à perda de algas simbióticas de que se alimentam – tem estado ligado a águas mais quentes. Porém, alguns corais têm uma tolerância maior a temperaturas mais elevadas, embora até agora ainda não se percebesse porque uns se conseguiam adaptar e outros não.

Foto: utrophication&hypoxia / Creative Commons

QUAIS OS RECIFES DE CORAL QUE PODEM SOBREVIVER AO AQUECIMENTO GLOBAL?

Mäyjo, 24.06.15

corais_SAPO

Os cientistas identificaram recentemente quais as partes da Grande Barreira de Coral e de outros corais que vão conseguir recuperar de eventos de branqueamento em massa, que futuramente vão ser mais frequentes devido ao aquecimento global.

Estudos anteriores indicam que os recifes de coral, tal como existem actualmente, vão ser largamente dizimados a longo-prazo pelas alterações climáticas, mas o novo estudo elaborado por cientistas australianos indica que algumas destas estruturas podem ser mais resilientes do que se pensava.

Os corais do norte do Pacífico, incluindo os das Ilhas Marshall e do Havai, atravessam actualmente um período de branqueamento, que os peritos indicam que pode ter uma escala semelhante ao branqueamento histórico de 1998, que viu perecer grande parte dos corais do planeta.

Nicholas Graham, autor principal do estudo – publicado na conceituada revista Nature – analisou para os impactos do branqueamento de 1998 nos corais das Seychelles e descobriu que 12 dos 21 locais afectados conseguiram recuperar e são saudáveis hoje em dia. Através da análise de dois de 11 factores – a profundidade a complexidade estrutural do coral – a equipa de investigação conseguiu recorrer a modelos computacionais e indicar correctamente 98% das vezes se um coral iria recuperar do branqueamento ou não. Os corais com uma estrutura física mais complexa e maior profundidade tinham maiores probabilidades de recuperar.

“Se as emissões continuarem ao ritmo actual, o futuro a longo-prazo será negro, mesmo para os corais que estão a recuperar actualmente, porque as projecções são para que o branqueamento dos corais se torne cada vez mais frequente”, afirma Nicholas Graham, cita o Guardian.

As conclusões do estudo indicam que partes da Grande Barreira de Coral, que ainda são relativamente primitivas – no norte e mais afastadas da costa -, são as que têm maiores probabilidade de recuperar dos eventos de branqueamento que serão provocados pelo aquecimento global.

Foto: Cairns College of English / Creative Commons